ACADÊMICOS VS. PROFISSIONAIS DE MERCADO QUAL MELHOR CAMINHO PARA SEGUIR NO MARKETING?

Por que as pessoas tanto ainda discutem sobre isso?

E qual o melhor caminho para seguir no marketing?

Na semana passada vi um post de alguns nomes importantes do cenário de Marketing no Brasil, falando sobre uma pessoa que criticava Philip Kotler (que está lançando o seu livro Marketing 4.0).

Segundo o post deles, essa pessoa em seu comentário dizia que era melhor assistir a um webinar de um guru a ler um livro de Kotler.

Com o endosso de outro participante dizendo que Kotler é apenas um estudioso, o que tem validade mesmo seria a prática.

A cena é mais ou menos essa, posso estar pecando por alguma ausência de informação do debate (que pedi para ser incluindo, mas infelizmente não fui atendido).

Não é de hoje, que existe essa “rusga” entre acadêmicos e “práticos”, eu particularmente acho essa uma discussão descabida, mas fácil de se entender.

Paremos primeiro para pensar que o Brasil é um país em que nível médio de escolaridade é baixíssimo, segundo o IDH mais de 22 milhões de pessoas não sabem ler e escrever.

E das pessoas que sabem ler e escrever e que são ativas economicamente apenas 8% tem plenas de condições de ler, compreender e se expressar.

De acordo com o estudo feito pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro) e pela ONG Ação Educativa, ou seja, os demais são analfabetos funcionais.

Somado a isso temos uma população em que 44% de pessoas que não leem e 30% que nunca sequer comprou um livro, pelo menos foi o que disse a pesquisa Retratos de Leitura.

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A pesquisa ainda aponta que daqueles que leem a média é de 5 livros por ano.

É compreensível isso não é? Se puxarmos na memória, os “ídolos” no Brasil sempre foram (e ainda são) pessoas que se destacaram não pelo seu conhecimento acadêmico, mas muito mais pelo “talento”.

E nessa parte temos uma lista sem fim de jogadores de futebol, “artistas” e músicos que foram e são da moda, sem fazer distinção de estilo musical.

A maior referência literária brasileira, de nível mundial é a de Paulo Coelho, que possui uma fama internacional enorme, digna de um astro de cinema.

Porém aqui no Brasil, a população média, tem conhecimento raso, vago ou absolutamente nenhum a seu respeito ou respeito de sua obra.

Entendendo isso não é difícil de se deparar com pessoas como essa do comentário citado, que são “contra o estudo” seja ele acadêmico ou autodidata.

INDO UM POUCO MAIS AFUNDO

Indo mais afundo

Sabemos também o sistema educacional no Brasil, de uma maneira geral, não é lá essas coisas (para não dizer que é horrível). Temos um sistema de ensino arcaico e capenga.

Por outro lado também temos “personalidades importantes” que se destacam tanto no Brasil quanto no mundo, por terem largado seus estudos na universidade.

Eles desbravaram o mundo com suas ideias tecnológicas e inovadoras, e que com isso alcançaram o sucesso.

Algumas vezes ouvimos de empreendedores (eu já ouvi várias vezes) que vale mais a experiência do que o estudo, feito é melhor que perfeito e por aí vai.

É com esse pensamento que milhares de pessoas começam suas empresas e que mais de 85%, segundo o SEBRAE, fecham antes mesmo de completar um ano, falta estudo e planejamento.

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Mas como planejar se o brasileiro não gosta nem de estudar? Afinal planejamento é estudo e vice e versa.

A TRADIÇÃO

Quem nunca ouviu da mãe, do pai ou de alguém mais velho da família dizendo que as melhores formações são aquelas tradicionais? Direito, medicina e engenharia?

Alguns ouvem isso a vida inteira e tomam isso como ofensa e outros transformam isso em uma “casta”, em que aqueles que possuem um diploma universitário, são “melhores” do que aqueles que não o possuem.

O mercado usa isso como parâmetro de contratação (que a meu ver não é errado), mas muitas pessoas levam isso para vida pessoal, e rotulam outras pessoas também dessa forma.

Isso acontece nos dois extremos das classes sociais, entre os mais ricos e os mais pobres, a primeira para mostrar que estudaram nas melhores universidades e a segunda, porque se formaram na universidade.

POR OUTRO LADO

O outro lado

É bem verdade que muitos empreendedores alcançaram o sucesso nos negócios sem formação universitária, e que esses mesmos contratam funcionários muito mais qualificados e credenciados do que eles.

Não vou citar exemplos aqui porque não é difícil saber quais são, existe um número considerável tanto no Brasil quanto fora.

O que vale ressaltar é que esses empreendedores não são uma regra.

Claro que é possível alcançar o “sucesso” sem uma formação acadêmica, mas com ela é possível conseguir mais além, principalmente se você vem de uma classe social mais baixa.

Ainda que você tenha a ideia de montar um empreendimento a universidade pode te propiciar oportunidades de negócios e networking ao longo da sua vida acadêmica, pense nisso.

Falando por experiência própria, tive que interromper o meu ensino superior há alguns anos atrás e nunca mais tive tempo e oportunidade (e tempo) para retomá-lo, mas isso não significa que parei de estudar.

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Pelo contrário, eu já estudava assuntos voltados para marketing, vendas e gestão antes mesmo de ingressar na faculdade e continuei fazendo ao longo dos anos seguintes mesmo interrompendo os estudos.

Às vezes chego a brincar com alguns amigos próximos que li mais livros do que muitos caras formados por aí (não que isso também signifique grandes coisas).

CONCLUSÃO

Para encerrar o meu ponto de vista sobre o assunto, é que devemos estudar sim! Ler tantos livros quanto forem necessários, mas também não ficar só na teoria, colocar em prática o aprendizado sempre que oportuno.

Alguns casos como a carreira a acadêmica, por exemplo, é necessário sim uma série de credenciais para poder crescer, já no mundo dos negócios a exigências são outras (se você for empreender, por exemplo), o que conta mais é o resultado.

Porém como eu disse, estudar não é apenas necessário, mas fundamental, para poder se expandir as ideias adquirir novos conhecimentos e ter base argumentos estratégicos e de gestão, para qualquer tipo de negócio.

Se você ouve uma ideia de alguém que alcançou o sucesso, você precisa estudar e entender como ela fez, e acredite não é só ler um livro de auto ajuda ou uma biografia que vai fazer isso.

Muitas vezes você precisa estudar assuntos um pouco mais densos de gestão, marketing, filosofia e comportamento, assim você consegue ter um pensamento amplo e crítico sobre o assunto.

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