É POSSÍVEL CRIAR UM ‘CONTEÚDO’ VIRAL? E COMO USAR ISSO NO SEU NEGÓCIO?

Assim que terminei de ler o livro Contágio, por que as coisas pegam? Comecei a refletir qual teria sido meu aprendizado com esse livro.

Confesso que no começo não botei muita fé no tema do livro, mas conforme lia os estudos de caso e as pesquisas que o professor Jonah Berger fez, me empolgava cada vez mais.

Contágio por que as coisas pegam?

A ponto de querer escrever uma resenha do livro.

A ideia de fazer uma lista não me atraiu, então resolvi reunir tudo aprendi e o resultado foi incrível.

Alguns dos critérios apontados no livro são encontrados em alguns virais brasileiros também e resolvi incluí-los no artigo.

Talvez você esteja no mesmo ponto que eu, pois antes de ler esse livro eu me perguntava…

Será que esse livro é bom mesmo?

Será que ele consegue responder as minhas dúvidas sobre os virais da internet?

O que faz um vídeo viralizar? Gatinhos? Bebês? Filhotes de cachorros? Os três juntos?

O que faz um artigo alcançar milhões de pessoas?

Existe um método para isso?

É possível um pequeno negócio aplicar esse tipo de estratégia?

Por que alguns posts no Facebook ganham um estrondoso número de interações (curtidas, comentários e compartilhamentos)?

Será que eu consigo colocar isso em prática?

Existem cases aqui no Brasil?

Existe um padrão que acontece também no nosso mercado?

Existem exemplos aqui em nosso país que seguem os padrões apresentados no livro?

O livro reúne estudos e pesquisas cientificas que para responder a todas essas perguntas (menos as que eu inclui).

As respostas eu compilei nesse artigo, espero que goste.

PPP ->PARA OS PREGUIÇOSOS DE PLANTÃO

Se você não tem “tempo” para ler um artigo longo vou deixar dois vídeos logo aqui no começo.

Um com o autor do livro Jonah Berger, em uma palestra no Google Talks em 2013.

Ao que parece ser pouco antes do lançamento do seu livro Contágio, por que as coisas pegam? Então se você quer extrair conhecimento e informação direto da fonte, essa é uma excelente oportunidade.

Se você não fala inglês não se preocupe (eu também não falo, ainda), as legendas do Youtube estão disponíveis.

Claro que ao pedir a tradução automática, não sai uma maravilha, mas para quem quer aprender, vale a pena o esforço.

Para quem não tem tempo de falar assistir a palestra de 40 minutos do Jonah Berger.

O Rafael é hoje uma das maiores referências sobre marketing de conteúdo no Brasil.

Nesse mês (agosto/2016) ele criou uma série chamada Marketing Hacks, em que ele traz hacks de marketing para serem aplicadas no seu negócio.

Nesse vídeo episódio ele fala justamente sobre viralização, também vale a pena conferir.

Para você que é guerreiro e não desiste nunca, vamos ao artigo! 😉

SOBRE O AUTOR DO LIVRO CONTÁGIO POR QUE AS COISAS PEGAM?

Ao ler uma das abas do livro Contágio, por que as coisas pegam? Você tem as apresentações de Jonah Berger que é professor assistente de marketing da Universidade da Pensilvânia.

Publicou dezenas de artigos em jornais acadêmicos de primeira linha, você percebe que ele sabe do que está falando.

Você também pode encontrar muitos artigos dele na internet (todos em inglês).

AFINAL POR QUE AS COISAS PEGAM?

Uma pergunta que já me fiz várias vezes e talvez você também já tenha feito a si mesmo…

Contágio, por que as coisas pegam?

O que faz com que algo viralize pela internet ou que simplesmente motiva as pessoas falarem mais sobre aquilo?

Logo no começo do livro Contágio, por que as coisas pegam? O autor apresenta um estudo de caso de uma churrascaria alto padrão que fica na Filadélfia, chamado Barclay Prime.

Resumindo a história, eles pegaram um lanche típico da região, onde é possível ser encontrado em qualquer esquina, e fizeram uma versão Gourmet.

De um lanche que custa alguns dólares, a churrascaria criou um “modelo” que vende por cem dólares!

Claro que existe toda uma “experiência” quando você compra e com isso a churrascaria ganhou alguns prêmios e maior visibilidade.

Então vem a pergunta seguinte… Será que “gourmetizar”, como está no moda aqui no Brasil é o caminho para viralizar um negócio?

E nesse caso nem estamos falando de internet (ainda), qual o papel dela e será que o boca a boca tem maior força que as redes sociais?

TRANSMISSÃO SOCIAL

Transmissão Social

Todo mundo gosta de compartilhar informações, histórias, notícias dicas com outras pessoas.

A minha timeline no Facebook está cheia disso e aposto que a sua também.

Segundo um trecho do livro Contágio, por que as coisas pegam? Na página 17, as pessoas compartilha mais de 16 mil palavras por dia e a cada hora acontecem mais de 100 milhões de conversas sobre marcas.

Seguindo o contexto, o professor Jonah Berger fala que o boca a boca não só é frequente nessas ações, mas importante.

E por que?

Quem é acredita que 9 entre 10 dentistas recomendam uma determinada marca de pasta de dentes? Você acredita? Eu também não!

Você não confia nesses anúncios, mas confia nos seus amigos.

É por isso que o boca a boca é o fator primário por trás de 20% a 50% de todas as decisões de compra.

E por que o boca a boca influencia tanto?

Porque apesar de toda evolução tecnológica, não é possível saber no que você está exatamente interessado naquele momento.

Mas seus amigos sim e é por isso que tem mais força do que um anúncio seja ele online ou na televisão com o seu ator/atriz favorito.

Através do boca a boca a mensagem do produto ou serviço chega naturalmente ao conhecimento de quem tem a necessidade dele.

Pare pensar quando foi que alguém reclamou de alguma coisa perto de você e então em seguida você fez uma indicação?

A ideia sociológica da homofilia – é que tendemos a andar com pessoas que possuem os mesmos interesses que a gente.

Por isso que as redes sociais possuem um poder de abrangência maior.

As pessoas tendem a compartilhar algo que elas acreditam que seus amigos possam estar interessadas naquilo.

Na palestra no Google Talks (no vídeo acima), Jonas Berger ainda diz que com o poder que as redes sociais tem no boca a boca é apenas 7%.

O QUE GERA O BOCA A BOCA?

Quando eu vi esse número, pensei nossa que mentira! Esse livro deve estar desatualizado ou fora do contexto.

Mas foi realizada uma pesquisa pela Keller Fray Group em que eles constataram esse fato.

E eu pensei, como você pode estar pensando agora… Mas todo mundo passa a maior parte do tempo online.

No livro Contágio, por que as coisas pegam? o autor sugere que a estimativa é de 2 horas por dia segundo pesquisas.

Atualizando essa informação, uma pesquisa da GlobalWebIndex, mostra que esse tempo dobrou e o Brasil está em terceiro no Ranking mundial.

O estudo ainda aponta que as razões principais disso são o aumento do número de smartphones e tablets.

Ainda assim, boa parte da conversa acontece fora da internet, por isso algumas empresas tem usado tecnologias para “espionar” as pessoas.

Sim, espionar.

Existe uma declaração pública da Samsung que as suas smart TVs tem “ouvidos”.

Além disso, recentemente uma foto do Mark Zuckerberg (CEO do Facebook), foi postada na rede próximo a sua mesa de trabalho.

E algo que chamou a atenção de muitas pessoas é que ele cobre a webcam e o microfone do seu lap top com um post it.

Estranho? Nem um pouco, vai por mim.

VOLTANDO AO LIVRO CONTÁGIO, POR QUE AS COISAS PEGAM?

Pensando nessas últimas informações, faz sentido acreditar da importância do boca a boca fora da internet.

Afinal por que então as empresas estariam investindo suas tecnologias, para “ouvir” nossas conversas?

Não estranhe se você estiver conversado com seu marido sobre comprar uma geladeira nova e no dia seguinte ao ligar a sua smart tv você ver uma propaganda de uma.

Passamos boa parte do tempo conversando face a face e isso tem mais força que um post no Facebook.

Faça um teste rápido, post algo em alguma rede social que você está e veja quantas pessoas vão comentar a respeito disso.

Agora quando você compartilha uma informação seja em uma mesa de bar com amigos ou na hora do almoço do trabalho, as pessoas estão mais propícias a reagir.

Um outro ponto importante é que as redes sociais, sejam elas quais forem, são tecnologias e não estratégias.

De nada adianta você postar um milhão de vezes sobre o assunto no whats app, snapchat, instagram ou Facebook.

Se as pessoas não compartilharem aquilo e levarem a mensagem adiante.

É por isso que o boca a boca é democrático, você não precisa investir milhões para fazer seu produto ou serviço viralizar.

PARE DE POSTAR FOTOS DE GATINHOS NO SEU FACEBOOK

Eu não tenho nada contra gatos, só para deixar claro.

Hoje em dia tem acontecido menos (mas ainda acontece) de empresas postarem fotos de bichinhos para ganhar mais curtidas e compartilhamentos.

Isso acontece porque acreditamos que esse tipo de coisa é o que viraliza.

É verdade que existe milhares de virais com filhotes de cachorros, bebes e gatinhos, mas essa não é a resposta para fazer virais.

Na pág. 25, ele mostra o caso da Blendtec, que tem entre seus produtos um liquidificador doméstico.

A empresa criou um canal no Youtube chamado Will It Blend (“Será que vai bater?”), em que ele colocava coisas no liquidificador para ver se conseguiria triturar.

Um dos vídeos mais populares é do Ipad sendo quebrado e triturado no liquidificador.

O canal conseguiu mais de 300 milhões de visualizações e em dois anos a empresa aumentou 700% seu faturamento.

Eu sei, você quer ver o vídeo… Então dá saca só!

OS SEIS PRINCÍPIOS DO CONTÁGIO

O livro Contágio, por que as coisas pegam? Explica o que faz um conteúdo ser contagioso.

E segundo Jonas Berger existem seis passos ou princípios, que com frequência são encontrados nesses conteúdos.

E que fazem com as coisas sejam faladas, compartilhadas e imitadas (algo que acontece muito aqui no Brasil).

  • MOEDA SOCIAL
  • GATILHOS
  • EMOÇÃO
  • PÚBLICO
  • VALOR PRÁTICO
  • HISTÓRIAS

Contágio, por que as coisas pegam?

MOEDA SOCIAL

Já foi falado sobre o poder do boca a boca, mas para os negócios ele é fundamental para causar uma boa impressão.

O autor sugere que a gente pense nisso como uma moeda, a moeda social.

“Assim como as pessoas usam o dinheiro para comprar produtos ou serviços, usam a moeda social para obter impressões positivas desejadas entre a família, os amigos e colegas.” – Jonas Berger

E para fazer as pessoas falarem é preciso oferecer algo que cause uma boa impressão, enquanto elas falam dos seus produtos ou ideias.

Existem três maneiras de fazer isso:

  1. Encontrar notabilidade interna.
  2. Alavancar a mecânica do jogo.
  3. Fazer as pessoas sentirem-se por dentro.

Aqui no Brasil você provavelmente já ouviu falar do aplicativo UBER e do “barulho” ele fez e está fazendo em alguns estados.

Um dos pontos que ajudaram a impulsionar a popularização dele (além do baixo custo), foi a experiência.

Só quem já andou de UBER sabe como é e isso instigou outras pessoas a baixarem a aplicativo para viver essa experiência também.

Se você ainda não tem o aplicativo e nunca andou, você pode clicar aqui e pegar um voucher de R$ 20 e tirar suas próprias conclusões.

NOTABILIDADE INTERNA

Notabilidade interna é o desejo que temos de compartilhar um conhecimento as outras pessoas.

Fazemos esse tipo de coisa para buscar a aprovação social, em algum momento da sua vida você provavelmente fez isso.

Sabe aqueles fatos curiosos que você descobre e fica tão impressionado que comenta com tudo mundo?

Esse é perfeito exemplo de notabilidade interna.

No livro é citado uma pesquisa feita entre o autor  um outro professor da Universidade de Wharton, professor Raghu Iyengar.

Foi analisado o quanto o boca a boca online é gerado por diferentes companhias, produtos e marcas.

Nessa pesquisa foi analisado mais de 6,5 mil produtos e marcas, de tudo que você puder imaginar e mais um pouco.

E claro que produtos como filmes de Hollywood e Facebook eram mais falados do que outros como marcas de remédio.

Uma observação interessante citada no livro Contágio, por que as coisas pegam? É a de que buscamos criar histórias notáveis para impressionar as pessoas.

Lembra daquele bordão do Nelson Rubens? “Eu aumento, mas eu não invento!”

Então todos nós temos um pouco de Nelson Rubens dentro nós, quando criamos uma história mais interessante do que o fato ocorrido.

Não está convencido? Então quantas vezes será que o bebê chorou à noite?

Qual o tamanho do peixe que você pegou na última pescaria? E o tamanho?

O autor diz que a chave para encontrar notabilidade interna é pensar o que torna uma coisa interessante, surpreendente e original.

Ele menciona dois exemplos o caso do liquidificado que bate tudo (inclusive Iphone e Ipad) e a história do filme A bruxa de Blair.

O filme é 1999 e conta a história de uma lenda local e segundo boatos as cenas foram feitas à partir de imagens amadoras que foram “encontradas”.

Ninguém soube na época se era verdade ou não, mas o filme fez um sucesso estrondoso na época.

Jonas Berger sugere que a notabilidade pode ser aplicada em qualquer produto, serviço ou ideia.

E talvez você duvide disso e então eu te pergunto o que tem de notável em um papel higiênico? Nada!

Porém em uma festa que o autor esteve presente as pessoas só falavam disso, por que? Porque o papel higiênico era preto!

Quem é que um da pensou em vender papel higiênico colorido? Acho que a ideia aqui é pensar fora da caixa.

ALAVANCAR A MECÂNICA DO JOGO

Você conta as suas milhas aéreas? Se você viaja muito provavelmente sim.

E os pontos que são possíveis acumular com as compras do seu cartão de crédito?

Você já usou (há dois ou três anos atrás) a rede social do Foursquare?

Foursquare era uma rede social em que você podia dar checkin sobre os locais que você frequentava.

E também ler e fazer reviews sobre esses locais, ao fazer isso você conquistou medalhas e reconhecimentos na rede.

Hoje em dia chamam isso de gamification, essa é uma das melhores estratégias para conquistar o mercado.

E por que agimos assim? Na pág. 53, é citada uma questão feita a estudantes de Harvard aparentemente simples.

  1. Vocês preferem ganhar 50 mil dólares por ano ou
  2. Ganhar 100 mil dólares por ano?

Parece simples não? Só que a pegadinha era a seguinte, na primeira opção os estudantes ganhariam o dobro que seus amigos mais chegados.

Já na segunda ganham a metade dos outros colegas, que ganham 200 mil dólares.

Adivinhe qual foi a opção mais escolhida? Se você pensou a primeira você acertou.

MONTANDO UM BOM JOGO

Não basta ter um cartão fidelidade, é fundamental mostrar qual o nível de fidelidade que o cliente tem com o seu negócio.

Tome cuidado para não fazer igual a alguns bancos, que chegam a confundir os clientes, por ter cartões com muitas definições, cores e nomes.

Dessa forma ninguém consegue perceber qual o verdadeiro nível que ele tem no “jogo”.

Seja exclusivo de verdade, há um tempo atrás era difícil ter o cartão “gold” em alguns bancos, hoje é possível encontrar em qualquer lugar.

Isso diminui a importância e atenção ao “jogo”, como exemplo basta olhar para as Olimpíadas.

Você sabe quem é o primeiro, segundo e terceiro lugar.

Você pode incentivar as pessoas a tirarem fotos com seus produtos e criar uma hashtag ou conceder prêmios que reconheçam o nível que o cliente alcançou.

FAZER AS PESSOAS SENTIREM POR DENTRO

Contagio por que as coisas pegam?

Sabe o exemplo do UBER? Então, esse é o melhor exemplo de fazer as pessoas se sentirem por dentro.

Todos querem descobrir o que faz o serviço ser tão especial, quanto mais escasso e exclusivo for mais as pessoas tendem a se sentir por dentro.

Recentemente o UBER passou a aceitar dinheiro em algumas capitais, mas no início somente quem tinha cartão de crédito poderia usufruir do serviço.

Pode parecer algo simples, mas muita gente não tem cartão de crédito e isso faz com que o produto seja desejado.

Tenho amigos que fizeram cartão de crédito ou pediram emprestado só para poder chamar o UBER e “ver como é que é”.

Escassez e exclusividade impulsionam o boca a boca, porque fazem as pessoas se sentem privilegiadas.

E eu nem vou entrar no caso da propaganda gratuita que taxistas fizeram (ainda fazem) para empresa.

GATILHOS

Contagio por que as coisas pegam?

Nesse capítulo o autor levanta uma questão… O que rende mas boca a boca Disney World ou *Cheerios?

*Cheerios é um cereal matinal muito consumido nos Estados Unidos, seria o como o Sucrilhos aqui.

Claro que Disney World certo? Afinal todo mundo quer contar as histórias notáveis que tiveram em suas últimas visitas.

E isso é muito mais interessante do que discutir sobre o que você come no café da manhã, afinal “ser interessante é essencial se quer que as pessoas falem.”

Segundo o autor, é o que a maioria dos livros de marketing sobre “buzz” vão lhe dizer e também os gurus sociais.

“Ninguém fala de companhias sem graça ou anúncios sem graça”, argumenta um defensor do boca a boca, infelizmente ele está errado, diz Jonas Berger.

E talvez você fique confuso como eu fiquei nessa parte, mas calma… Acompanhe.

As pessoas falam mais desse cereal matinal Cheerios do que sobre a Disney World e por que? Gatilhos.

Esqueça um pouco sobre gatilhos mentais de Robert Cialdini, aqui os gatilhos que estamos falando são outros.

Os gatilhos exemplificados no livro Contágio, por que as coisas pegam? São pontos comuns que lidamos ou encontramos no nosso dia a dia e que nos leva a comentar sobre.

Se você for de São Paulo, principalmente da capital, para você algo muito natural é falar sobre o tempo por exemplo.

Até porque, muitas vezes temos todas as estações do ano em um único dia.

Isso é um tipo de gatilho, como quando alguém fala que está com dor de cabeça e você se recorda de uma receita que sua mãe lhe ensinou.

Nos Estados Unidos existe uma agência chamada BzzAgent ela possui mais de 80 mil agentes e funciona da seguinte forma.

Digamos que você seja a Philips, fabricante de uma escova de dentes elétrica Sonicare.

As vendas vão bem, mas o produto é novo e a maioria das pessoas não o conhecem ainda e não sabem o que é ou por que o comprariam.

Você tem clientes começando a falar sobre ela, mas quer acelerar esse processo, então é aí que a BzzAgent entra.

Eles escolhem agentes dentro do perfil do seu público alvo, aqueles que concordam participar recebem o produto para que façam uma avaliação imparcial.

Então começam a comentar sobre ele com seus amigos, colegas e familiares.

Claro que tem muita gente que não acredita que seja possível gerar resultados assim, isso não pareceria natural.

Mas o que a maioria não percebe é que falamos diariamente e a todo momento sobre produtos, marcas e empresas de maneira espontânea o tempo todo.

Recomendamos de tudo, por que também pedimos recomendações de muitas coisas então é natural alguém do nosso círculo de amizades recomendar algo para nós.

Tente notar isso em você mesmo, se conseguir anote nas próximas 24 horas quantas recomendações fará, provavelmente irá se surpreender.

ENTÃO POR QUE ALGUMAS PESSOAS FAZEM MAIS BUZZ DE ALGUNS PRODUTOS DO QUE DE OUTROS?

Algumas campanhas deram mais sucesso do que outras e por que?

Por que algumas campanhas como o cereal matinal ou uma bucha de lavar louças tiveram mais resultados que filmes de Hollywood ou Disney World?

Acontece que um filme de Hollywood ou as férias na Disney World, não fazem parte do cotidiano, como o cereal matinal e a bucha de lavar louças.

Os produtos interessantes conseguem resultados no boca a boca de forma imediata, mas não duradoura.

Ao contrário de outros produtos, que não são nada atraentes, mas que estão mais presentes no nosso dia a dia, como a escova de dentes por exemplo.

Talvez você pense sobre o capítulo anterior sobre o que é dito a respeito de moeda social e chega a parecer contraditório, mas acredite não é.

EM BUSCA DE FRIDAY NA… SEXTA FEIRA!

Em 2011, Rebeca Black conseguiu realizar um feito interessante.

Ela que tinha na época 13 anos, lançou o que muita gente chamou de a pior canção de todos os tempos.

Não se lembra? Eu te ajudo…

A curiosidade desse vídeo é… Que ele durante um período, ele teve um pico de visualizações nos dias da semana.

E adivinha qual dia era? Sexta Feira!

Esse é um exemplo de gatilho de algo chato, mas que viralizou por conta da familiaridade da palavra principal da música.

Lembra quando foi falado sobre moeda social e como é importante para nós compartilharmos sobre um determinado assunto notável?

Bem apesar de não ser uma música agradável, ela trazia para si algo de notável que fazia com que as pessoas comentassem a respeito.

Quem é de marketing conhece o termo Top of Mind, que podemos chamar de na ponta da língua.

São marcas e produtos que nos vem a cabeça toda vez que mencionamos alguma coisa, por exemplo.

Você fala lâmina de barbear ou Gillete? Isso é na ponta da língua ou Top of Mind se preferir.

Para você entender gatilhos e sugestões levam as pessoas a falar, escolher usar.

A Moeda Social faz as pessoas falarem, mas os Gatilhos mantêm-nas falando.

EMOÇÃO

No livro Contágio, por que as coisas pegam? São analisados o por que alguns email foram mais compartilhados que outros.

Olhou-se seus contextos, conteúdos, veracidade e o que eles poderiam ter em comum.

Então notou-se nessa pesquisa algo muito comum que motivava as pessoas a compartilharem esses artigos.

Elas achavam útil e relevante. Parece simples não? Porém outra coisa notada foi a emoção além de útil e relevante o ASSOMBRO.

O que é o assombro? Segundo o livro Contágio, por que as coisas pegam? na página 105.

Assombro é uma emoção complexa e com frequência envolve senso de surpresa: inesperado ou o mistério.

Para poder exemplificar sobre essa emoção eu quero te mostrar esse artigo da Flavia Gamonar.

No artigo ela fala sobre as pessoas que já sofreram ou sofrem algum tipo de assédio moral em seus trabalhos.

Esse artigo na data de hoje possui mais de 700.000 views e centenas de comentários e compartilhamentos. Isso é um assombro!

Então vem a pergunta, mas será que é só esse tipo de emoção que instiga o compartilhamento?

Lembra dessa campanha da VIVO com a trilha de Eduardo e Mônica da Legião Urbana?

Foi um outro tipo de emoção, mas o vídeo também alcançou milhões de visualizações em um curto espaço de tempo.

Essa campanha deu tão certo que a VIVO repetiu a dose no dia dos namorados no ano seguinte com a música do Exagerado do Cazuza.

Resultado? Milhões de visualizações, comentários e compartilhamentos também, mas será que qualquer tipo de emoção estimula o compartilhamento?

No livro Contágio, por que as coisas pegam? As emoções são apresentadas as seguintes características, para aumentar as chances de ter algo compartilhado.

 Contágio, por que as coisas pegam?

Tudo que está em alta excitação seja positivo ou negativo tem mais chances de ser compartilhado do que o que está em baixa excitação.

É por isso que temas trazem opiniões diferentes tendem a repercutir mais.

Um exemplo recente aqui no Brasil é do Pokémon Go, alguns adoram o jogo outros reagiram com certo preconceito a respeito.

E onde é o palco desse debate? Facebook! Com isso surgem conteúdos e mais conteúdo inflamados de emoções e opiniões à respeito do assunto.

Exatamente como o  caso da UBER x Taxistas, o caso da UBER além de ter trazido os pontos anteriores citados no livro Contágio, por que as coisas pegam? Como:

  • Moeda Social
  • Notabilidade Interna
  • Fazer as pessoas se sentirem por dentro

Ainda criou repercussão por duas emoções positiva e negativa:

  • Animação; por parte dos usuários que se encantavam com o serviço
  • Raiva; por parte dos taxistas que perdiam sua clientela

Resultado? A UBER ganhou uma propaganda gratuita massiva.

Um outro detalhe importante é que as pessoas adoram compartilhar o seu dia a dia, para elas é importante fazer isso.

Segundo uma pesquisa feita em Harvard, as pessoas que compartilham acontecimentos do seu dia a dia nas redes sociais sentem-se mais felizes.

Mas será que é só realmente isso?

No Contágio, por que as coisas pegam? É citado o exemplo de um músico que teve um problema com a sua bagagem com uma companhia área.

A companhia tinha quebrado sua guitarra em uma viagem que ele iria se apresentar, ele tentou resolver, mas a companhia aérea não deu a menor bola.

Como não conseguiu resolver seu problema, então fez uma música sobre o que aconteceu, até que a música viralizou.

Você já viu esse vídeo?

Em menos de 4 dias ele teve mais de 1.3 milhões de visualizações, em dez dias mais de 3 milhões e 14 mil comentários.

Isso é um tipo de assombro, e mostra a importância que temos e trazemos ao compartilhar algo que acontece no nosso dia a dia.

O QUE MOTIVA AS PESSOAS A COMPARTILHAREM?

No laboratório da Universidade de Wharton, fizeram uma pesquisa para analisar se a fisiologia das pessoas as influenciavam na hora de compartilhar sobre um determinado assunto.

Para uma parte dos participantes foi pedido que sentassem em uma cadeira por um minuto e relaxar. Moleza.

A outra parte, foi pedido para dar uma corridinha no lugar por um minuto.

Após concluírem essa etapa, foi mostrado um jornal da faculdade e explicado que os pesquisadores queriam saber o que seria útil nele a ponto de compartilha-lo ou não.

75% dos que correram compartilharam o artigo, mais que o dobro dos que ficaram “relaxados”.

Ou seja qualquer tipo de excitação física, emocional ou até uma situação diferente pode levar a pessoa a compartilhar ou não (não é apenas o conteúdo em si).

PÚBLICO

Contágio por que as coisas pegam?

Você já ouviu falar na psicologia da imitação? Não? Aposto que sim.

Sabe aquela história de escolher o restaurante por ele ter a fila maior? Ou ainda aquela tática que algumas baladas usam.

Deixam lotar a fila da entrada para parecer ter mais gente (e isso algumas vezes da confusão até).

Se você já conhece o lugar pode até ser que você resista, mas se você está procurando um lugar para comer ou para se divertir, com certeza será orientado por essa métrica.

Isso chama-se validação social ou prova social, por isso que em programas de auditórios ou séries de tv tem aquelas risadas gravadas.

Acredite sem elas, as coisas não seriam as mesmas, o autor vai além com os exemplos sobre validações sociais.

Na pág. 134, é citado o  caso que uma Universidade do Arizona em que assim como tantos outras tinha grandes problemas com o consumo de álcool dos estudantes.

Fizeram uma campanha para tentar conscientizar e reduzir o consumo dos universitários, sem sucesso algum.

A assistente social realizou uma entrevista com os universitários para descobrir o que lhes dava tanto prazer na bebida e o resultado foi surpreendente.

A maioria não gostava de encher a cara! Claro que beber socialmente era normal para eles, mas ficar bebado não!

Relataram sobre algumas experiências desagradáveis que tiveram com excesso de bebidas e que em alguns casos tiveram que cuidar de colegas.

Embora alguns colegas gostassem de encher a cara os entrevistados não gostavam nada disso.

E por que eles faziam isso? Porque o comportamento é público, lembra daquele ditado? Macaco vê, macaco faz? A psicologia aqui é a mesma!

Coloque-se na situação do universitário, ao olhar em volta você vê várias bebidas, festas, baladas e etc. Tudo isso regado a muito álcool.

Todos bebendo e parecendo felizes, ainda incentivados pelas irmandades, não beber significa não ser aceito pelos colegas.

Logo você bebe para aceitar e ser aceito, para mostrar que aprova e quer ser aprovado pelo grupo (Moeda Social).

Por isso que após uma apresentação, palestra ou aula um professor pergunta se alguém tem alguma dúvida e dificilmente alguém levanta a mão.

Para não parecer “diferente”.

MAS E COMO TORNAR O PRIVADO PÚBLICO?

Em 2003, a Fundação do Câncer de Próstata da Austrália criou uma campanha inusitada, durante o mês de novembro que batizaram de Movember.

Eles convidam os homens a fazerem uma doação e engajar na campanha fazendo a barba somente no primeiro dia do mês e deixando somente o bigode.

Isso automaticamente gera uma curiosidade nos amigos que ao perguntar o motivo, traz a tona o tema da campanha e os cuidados que os homens precisam ter com a saúde.

Bingo! No primeiro ano 450 homens arrecadaram 54 mil dólares, no ano seguinte mais 9 mil dólares, no ano seguinte mais 50 mil dólares.

Em 2007, a campanha começou a se espalhar pelo mundo e a Fundação alcançou 174 milhões de dólares.

Essa foi uma jogada e tanto que a Fundação usou para poder tornar o privado (doação) público (o bigode).

VALOR PRÁTICO

Se Moeda Social tem a ver com o compartilhamento render uma boa imagem para quem transmite a informação.

O Valor Prático  relaciona-se principalmente com quem recebe a informação.

Isso tem a ver com economizar o tempo ou dinheiro das pessoas, ou ajudá-las a ter boas experiências.

Como no exemplo que citei sobre UBER no começo artigo, o autor cita os exemplos que ele dá no livro.

Sites como o Groupon e o Peixe Urbano construíram seus modelos de negócios oferecendo descontos em tudo para as pessoas.

É incrível como ninguém está imune a se permitir seduzir por uma pechincha e detalhe temos que compartilhar sobre ela com os outros.

Claro que o tamanho do desconto influencia o quanto o negócio pode ser bom ou não, para ajudar nisso existe a regra do 100.

Veja só uma camiseta de R$ 25 tem 20% de desconto e a segunda tem uma redução de R$ 5, em qual delas você faria negócio?

Agora um notebook de R$ 2 mil, tem uma mesma redução e pode ser representada por 10% ou R$ 200.

Alguns desses métodos de estruturar o desconto faz a oferta parecer melhor? Sim!

Os pesquisadores verificaram que a resposta depende do preço original.

Para os produtos de baixo preço, como livros ou alimentos, as reduções parecem mais significantes em percentual.

Já para produtos de alto valor ou acima de 100 reais como o notebook do exemplo, parece ser mais vantagem ter um desconto de 200 reais do que 10%.

O último tópico sobre valor prático é que nada adianta cartões de fidelidade se ele não puder ser visto.

Como exemplo, quando você vai a uma loja em um comércio local da sua região e você recebe um cartão fidelidade e que só lembra dele se você for a loja novamente.

E elas só descobrem se vão economizar no dia ou na hora, não tem nenhum gatilho para ajudar.

Agora se você apresentar uma forma de destacar esse desconto na hora da compra isso com certeza irá aumentar as suas chances de fidelizar o seu cliente.

MAIS QUE DINHEIRO

Mas dinheiro não é o único fator que traz o valor prático, conforme foi mencionado antes.

O valor prático é algo que carrega uma carga de informação que a pessoa que lê e compartilha acredita ser útil para ela e seus pares.

Basta ver as listas do Buzzfeed, se você nunca leu, passe o olho pelos títulos do site e entenderá o que eu digo.

Nós seres humanos gostamos de listas, pois temos maior facilidade de assimilação da informação dessa maneira.

HISTÓRIAS

Histórias

A melhor história de todos os tempos (na minha opinião) é do Cavalo de Tróia.

Esqueça os ingredientes da história por um momento e olhe para o tempo, segundo historiadores, ela já possui milhares de anos A.C.

Aqui é onde os ingredientes da história fazem a diferença, traição, guerra, sacrifícios, lealdade tudo isso faz parte dela.

Mas é possível contar essa história sem o cavalo de madeira? Impossível!

Além de tudo qual a lição que essa história traz? Que não devemos comemorar antes do tempo.

Claro que ao dizer uma lição de “moral” dessas diretamente as pessoas antigamente não se prenderam a isso.

Agora com a história, traz a reflexão sobre os atos, ações e precauções que o povo devia tomar.

E mais interessante ela serve como lição para nós até mesmo nos tempos de hoje.

Não se deixe levar pelo pensamento de que só pessoas chatas contam histórias, pois você provavelmente também um contador de histórias.

E isso é perfeitamente normal, na maioria das vezes não dizemos se nosso dia foi ruim ou mal.

Nosso dia começou com detalhes que valem a pena mencionar e que influenciaram nossas ações até aquele momento ou não.

APRENDENDO A PARTIR DE HISTÓRIAS

As histórias são fonte de aprendizado e nos ajudam a compreender melhor o mundo, eu como pai posso confirmar isso.

É muito mais fácil explicar as coisas para as crianças e fazê-las entender quando colocamos uma história em torno disso.

Quando trazemos isso para o mundo dos negócios qual é a melhor forma de informar as pessoas sobre o seu produto ou serviço?

Anunciando? Não as pessoas não confiam. A melhor forma sem dúvida é através de histórias.

Quer um exemplo que aconteceu aqui no Brasil? Você lembra do Rei do Iphone?

Então, aquele foi um bom caso de história, em que o cliente primeiramente sofreu um abuso no atendimento e depois foi bem atendido.

O resultado disso é que o dono do Rei do Iphone, quase não dá conta da demanda de clientes que procuram pelos seus serviços, seja em sua loja ou pela internet.

CONCLUSÃO

Chegando a um veredito, então você pensa será que é possível viralizar a minha marca, minha empresa, produto ou serviço?

Eu acredito que sim e quais são os passos apresentados no livro Contágio, por que as coisas pegam?

Moeda Social: Compartilhamento coisas que geram boa imagem para nós
Gatilhos: Top of mind, na ponta da língua
Emoção: Quando nos importamos, compartilhamos
Público Feito: para aparecer, feito para crescer
Valor Prático: Novidades que se podem usar
Histórias: A informação viaja disfarçada de conversa fiada

Fazer isso não é algo que ocorre do dia para noite, como você pode observar nas histórias contadas, todas elas foram bem arquitetadas antes de serem executadas.Claro que essa não é uma tarefa fácil de ser cumprida, mas é uma medida que pode ser alcançada conforme a sua concentração na meta.

Se você trabalha na área de marketing de uma empresa, peça um orçamento e aplique, mas saiba uma coisa, você não pode dar garantias, não há garantias em trabalhos assim.

Porém, você pode colocar como metas performance de vendas e/ou leads (que é o que recomendo).

Afinal senão viralizar o seu conteúdo, pelo menos gerou vendas (que é o que realmente importa).

Se você for o líder do seu departamento mostre os ingredientes, trace as metas, disponibilize um orçamento e acompanhe os resultados.

E o que fazer quando você não tem o tem o tempo disponível para poder criar algo assim?

Se você é dono do negócio e não tem alguém dentro da sua empresa com o conhecimento adequado para implementar essas ações, sugiro que contrate um profissional de marketing digital.

Avalie se o conhecimento que o profissional possui será capaz de gerar os resultados que você espera.

De fato você nunca saberá antes de você o contrata-lo, ainda que ele tenha os conhecimentos e cases de outros clientes.

Nada garante que isso refletirá nos resultados que você precisa para o seu negócio.

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Samuel Ribeiro
Samuel Ribeiro

Gosto de Rock e música eletrônica, ler pra mim é como respirar e não existe uma rede social melhor do que meus amigos na mesa de um bar batendo um papo ou mesmo em casa tocando um violão.

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